
Reforma Tributária em 2026: o que muda para lojas de aluguel de trajes
Conteúdo editorial da Clariai baseado em fontes oficiais. Material informativo; a aplicação deve ser validada pela contabilidade da empresa.
Quem administra uma loja de aluguel de trajes precisa acompanhar a transição para o IBS e a CBS. O assunto é técnico e ainda recebe normas complementares, mas já existem pontos importantes para organizar a operação em 2026.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação do contador ou de um profissional tributário, que deve analisar o regime da empresa, o município e a composição de cada operação.
O que é a Reforma Tributária do consumo
A Emenda Constitucional 132/2023 e a Lei Complementar 214/2025 criaram um novo modelo de tributação do consumo. A CBS é federal, enquanto o IBS reúne competências de estados e municípios. A implantação substitui gradualmente PIS, Cofins, ICMS e ISS.
A legislação do IBS e da CBS adota um conceito amplo de operações com bens e serviços e inclui a locação e a cessão temporária de bens. Isso muda o tratamento futuro da locação pura, que hoje não sofre incidência de ISS quando está dissociada de uma prestação de serviço, conforme a Súmula Vinculante 31 do STF.
O que acontece em 2026
Segundo as orientações oficiais da Receita Federal, 2026 é o ano de teste da CBS e do IBS. As alíquotas de teste são:
- CBS: 0,9%
- IBS: 0,1%
O contribuinte que cumprir as obrigações acessórias previstas nas normas vigentes fica dispensado do recolhimento desses valores em 2026. Quando houver recolhimento, a legislação prevê mecanismos de compensação. Portanto, não basta tratar o destaque como meramente opcional: a empresa precisa verificar quais documentos e leiautes se aplicam às suas operações.
Empresas do Simples Nacional e situações para as quais ainda não exista obrigação acessória definida podem seguir regras próprias. A confirmação deve ser feita com a contabilidade.
O Comitê Gestor do IBS informou que, para empresas do regime regular, a partir de 3 de agosto de 2026 os documentos fiscais eletrônicos abrangidos não poderão ser emitidos sem o preenchimento dos campos relativos ao IBS e à CBS. Segundo o comunicado, a apuração continuará informativa em 2026 quando forem cumpridas as obrigações acessórias.
Como será a transição
O calendário geral prevê:
- 2026: testes da CBS e do IBS e adaptação das obrigações acessórias;
- 2027: início da CBS e extinção de PIS e Cofins, conforme as regras de transição;
- 2029 a 2032: aumento gradual do IBS e redução gradual de ICMS e ISS;
- 2033: vigência integral do novo modelo e extinção de ICMS e ISS.
Como normas técnicas e orientações operacionais podem ser atualizadas durante a implantação, a loja deve acompanhar as publicações da Receita Federal, do Comitê Gestor do IBS e de sua prefeitura.
Locação pura, serviços e venda não são a mesma operação
Uma loja pode realizar atividades diferentes no mesmo atendimento:
- locação do traje;
- ajustes ou outros serviços;
- venda de peças e acessórios;
- cobrança por dano, atraso ou itens adicionais.
Esses componentes não devem ser classificados automaticamente da mesma forma. No modelo atual, a locação pura de bem móvel não sofre ISS, mas um serviço prestado junto da locação pode ter tratamento diferente. Na transição para IBS e CBS, a natureza da operação também influencia o documento e a classificação tributária.
Como preparar a loja
- Mapeie as operações: separe locação, venda, serviço e cobranças adicionais.
- Revise contratos e cadastros: mantenha dados do cliente, itens e valores corretamente discriminados.
- Converse com a contabilidade: confirme o documento fiscal e a classificação adequados para cada operação.
- Atualize o emissor: verifique se o sistema suporta os novos campos, códigos e leiautes.
- Teste antes dos períodos de pico: não espere a alta temporada para ajustar o fluxo fiscal.
- Acompanhe as normas oficiais: procedimentos de 2026 podem evoluir durante a fase de testes.
O papel do sistema de gestão
O maior desafio da transição é operacional. Contratos, clientes, itens e valores precisam estar organizados para que a emissão fiscal utilize informações consistentes.
O Clariai reúne os dados da operação e oferece recursos de emissão fiscal integrados ao fluxo da loja, reduzindo recadastro e trabalho manual. A parametrização tributária, contudo, deve seguir a orientação contábil de cada empresa.
Conclusão
2026 não deve ser ignorado nem tratado como uma cobrança integral do novo modelo. É um período de testes e adaptação. Lojas que revisarem cadastros, documentos e processos agora terão uma transição mais segura nos próximos anos.
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